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Portugaaaaaaaaaaaaaaal!

por Believe, em 31.01.14

Hey hey, estou de volta! 


Neste momento ainda estou na Suíça mas mais logo vou voltar para Portugal. Como referi ao longo dos últimos posts (que já foram escritos à séculos, eu sei que tenho andado muito ausente) eu estava cheia de problemas e de coisas que nem sabia como resolver, sentia-me tão mal, tão em baixo que nem o blog me conseguia alegrar e, por isso, afastei-me. Agora que estou de volta a Portugal, decidi que era hora de voltar a partilhar as minhas experiências com vocês. A minha vida não está muito melhor, mas acredito que sair da Suíça vai ser um passo para as coisas melhorarem. No domingo volto para a cidade onde estudo e vou fazer mais um exame para ver se é desta que faço a cadeira e fico Licenciada. Vou ficar lá por uns tempos a tratar de papeladas e burocracias. Em principio também vou estagiar, por isso, como podem ver as coisas estão a compor-se, ou, assim espero que aconteça. Ir-me embora daqui não foi uma decisão nada fácil, tenho toda a família contra mim porque acham que estou a ser imprudente, a minha chegada não vai ser nada hostil!É difícil ter que tomar decisões, ter que lutar pelo futuro e não ter o apoio de ninguém. Tenho o apoio de amigas mas não é a mesma coisa que sentir que aconteça o que acontecer se tem sempre a família do nosso lado. Mas não é isso que se tem passado comigo, criticar tanto quando mais preciso, é mesmo muito difícil, é complicado para mim explicar o que estou a sentir neste momento. Gostaria de vos contar tudo aquilo pelo que tenho passado, para perceberem um pouco mais a minha ausência, mas é mesmo uma longa história. Muito resumidamente, para quem não costumava acompanhar o blog, eu vim para a Suíça morar com família em busca de uma oportunidade de trabalho e até conseguir alguma coisa na minha área o combinado era ajudar a tomar conta do meu primo que tem 6 anos, coisas básicas como lhe dar comer, leva-lo à escola e por aí em diante. Por fazer isso ainda recebia uma quantia simbólica de dinheiro para as minhas despesas pessoais. Até aqui tudo perfeito, mas morar em casa de outras pessoas, ocupar o espaço delas é sempre complicado mesmo que família. E a minha prima teve atitudes muito feias comigo, como começar a fazer queixas de coisas que não tinham nenhum sentindo e nos últimos quatro meses tenho sofrido bastante por me sentir tão mal numa casa onde me sentia de tudo menos acolhida. Como em Portugal as coisas não estão bem economicamente a minha mãe insistia que eu tinha que ficar por aqui até ao verão mas eu não conseguia mesmo estar aqui neste ambiente. É muito difícil estar num país que não é o nosso e sermos um pouco maltratados, não podermos sair de casa com amigos, ir desanuviar e conversar sobre o que se passa. Mesmo sem o apoio da minha mãe decidi que ia voltar, que não dava mais para mim viver aqui  e andar sempre triste. Abriram todos guerra contra mim e, neste momento, sou o monstro e a má da fita. Custa-me imenso não ter o apoio da minha mãe, pelo menos dela, principalmente porque não fiz nada de mal. Não sei o que vou fazer para resolver estas coisas porque não consigo voltar para casa. Neste momento vou ficar em casa de amigos até resolver melhor a situação da escola e de futuro não sei. Mas conseguem perceber como é difícil vir escrever isto aqui, como é difícil contar que a nossa própria família nos abandonou quando precisamos. Por uma história que nem tem nada de mal, alias a única coisa que tem de mal é eu ter sido mal tratada como fui, ter sido exposta a uma pressão psicológica que nem vos consigo explicar. Imaginem se tivesse cometido um crime, acho que a minha família era a 1º a mandar-me prender. Vou dando noticias sim? Espero agora conseguir pelo menos estagiar e avançar com a minha vida. Acreditem que o melhor que posso fazer em relação a esta situação é VENCER! Ser alguém, mostrar que sou capaz de ir à luta, que mesmo sem apoio eu consigo vencer. Não vou desistir, vou lutar e lutar com todas as forças. A melhor resposta que posso dar à família que agora me está abandonar é que eu vou ser capaz de ter um futuro, que vou vencer esta luta de cabeça erguida. 

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